Saiu o trigésimo número do nosso informativo, o EMECÊ. Esta edição conta com um depoimento de Carlos Puig sobre a participação dos anarquistas no movimento estudantil, no período que ficou conhecido historiograficamente como abertura democrática. 30 números de resgate da memória anarquista no Rio de Janeiro e contribuindo para a formação de uma consciência histórica sobre a história do anarquismo! Que venham mais números, que venha mais emecês!

Para baixar o emecê n.30 em pdf clique aqui ou na imagem abaixo.

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Já está impresso e disponível na Biblioteca Social Fábio Luz o novo número do emecê, n.29. Tivemos um atraso nessa edição, referente a dezembro de 2014. Esta edição conta com um texto sobre a participação dos anarquistas cariocas no jornal Inimigo do Rei, durante a época do regime militar. O emecê assim, segue a proposta de resgatar a memória do anarquismo no Rio de Janeiro em diferentes períodos históricos.

Para baixar o emecê n.29 em .pdf clique aqui ou na imagem abaixo.

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É com grande satisfação que vejo, por meio da imprensa, o grande vôo que vai tomando o feminismo.

É verdade que a maioria das feministas hoje visam quase essencialmente a conquista do voto – e eu sou contrária ao voto por ser uma coisa inútil e até um obstáculo para a marcha do progresso. Mas, o que mais admiro e aprecio nessa luta empreendida pelas sufragistas é a sua perseverante energia, que faz com que não se detenham ante nenhum obstáculo para conseguir o que desejam.

Bem sabem elas que pacificamente nada conseguirão, e muito acertadamente empregam a ação direta.

Manifestam-se também com vigor, nestes tempos, outras tendências de feminismo além das sufragistas, que certamente virão a despertar no meio feminino um certo grau de atividade e que reverterá em favor da sua completa emancipação.

Como já disse anteriormente, senti imenso prazer ao ver esse despertar tão almejado, mas não sei a que atribuir a indiferença que reina entre as companheiras, tanto do Brasil como do estrangeiro, neste momento propício para a propagação das nossas ideias. O elemento feminino, cansado de viver escravizado, compreendeu que já é hora de conquistar seus direitos usurpados pelo ridículo orgulho masculino, e como em sua obscura existência não pode reflexionar e portanto compreender onde está a vedadeira emancipação, na sua ânsia louca de liberdade seguirá o caminho que primeiro lhe indicarem, julgando ter feito muito bem.

Vemos que se acham na brecha agora as sufragistas.

Pois bem, como não vêem outro caminho trilhado, seguirão forçosamente esse.

Acontecerá da mesma forma que com os socialistas parlamentaristas no meio operário.

Intrometeram-se tanto, conseguiram fazer acreditar nas suas promesas vãs, e temos os resultados funestos, vendo-se hoje muitos trablahadores que ainda crêem que a sua felicidade será completa quando forem governados por socialistas.

Se deixarmos que a política absorva todas as energias da mulher, mais elementos teremos de combater, e portanto mais encarniçada e difícil será a luta para conseguir a emancipação que procuramos.

Portanto, companheiras, apelo para vós, em nome do guturo da Humanidade, para que nunidas nos lancemos na luta, procurando eliminar tudo quanto obstrua o caminho que há de conduzir-nos ao futuro ditoso, que tem sido o sonho mais doce da nossa vida.

Sim, unamo-nos e não deixemos que progriada esse novo morbus que se introduziu entre nós e teremos assim evitado que amanhã sejam nossas inimigas as que hoje são nossas irmãs.

A Lanterna, 08 de Outubro de 1914, p 3.

* A linguagem do texto foi atualizada ao português atual, sem prejuízo para com seu conteúdo. 

Já está impresso e disponível na Biblioteca Social Fábio Luz o novo número do emecê, n.28. Esta edição conta com um texto sobre o sindicalismo revolucionário e educação popular no Rio de Janeiro, falando sobre a questão da educação nos congressos operários e as escolas populares no Rio de Janeiro.

Para baixar o emecê n.28 em .pdf clique aqui ou na imagem abaixo.

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Recentemente, a Editora Faísca publicou três livros como parte da comemoração de seus 10 anos de contribuição para o anarquismo brasileiro: Negro e Vermelho: Anarquismo, sindicalismo revolucionário e pessoas de cor na África Meridional nas décadas de 1880 a 1920Os Revolucionários Ineficazes de Hobsbawn – Reflexões Críticas de sua Abordagem do AnarquismoA Destruição do Leviatã: críticas anarquistas ao Estado. Você pode ler um pouco mais sobre cada um destes lançamentos nesta postagem da Biblioteca Social Fábio Luz: Lançamentos Faísca 2014.

Os dois primeiros terão uma atividade de lançamento no Rio de Janeiro no dia 23 de outubro. A atividade contará com falas de Rafael Viana, autor do livro Os Revolucionários Ineficazes de Hobsbawn e integrante do Núcleo de Pesquisa Marques da Costa, e de Leonardo de Souza, militante do Fórum Popular de Apoio Mútuo sobre o livro Negro e Vermelho, seguidas de debate aberto com os presentes. Durante a atividade ambos os livros serão vendidos a preços promocionais pela Cooperativa Jataí.

Dia: 23 de outubro, quinta-feira
Hora: 18:30 às 21:30
Local: SINDIPETRO – Av. Passos, 34 – Rio de Janeiro
Evento: https://www.facebook.com/events/572609609535956/?fref=ts

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Colocamos à disposição para todos e todas o livreto lançado pelo Núcleo de Pesquisa Marques da Costa em 2011 “A Luta Social em Vila Isabel“. Este livreto foi escrito por Milton Lopes, coordenador do NPMC, e lançado em 2011 em comemoração aos 10 anos da Biblioteca Social Fábio Luz que fica localizada no Centro de Cultura Social, em Vila Isabel.

Ele aborda o histórico das lutas sociais no bairro, dando destaque para a figura de Pedro Matera e a luta dos trabalhadores da Fábrica Confiança, que hoje dá lugar ao supermercado Extra. Para baixar o arquivo em .pdf, você pode clicar na imagem abaixo ou aqui.

A chaminé outrora fumegante, da antiga fábrica Confiança, hoje desativada, eleva-se de forma imponente sobre as casas e os prédios residenciais do bairro de Vila Isabel. A cada esquina, a cada rua, cujos horizontes permitem vislumbrar o conjunto arquitetônico da antiga fábrica, somos confrontados com elementos de um passado não tão distante, que se confunde com a própria história do bairro e de seus trabalhadores.” (Contracapa por Rafael V. da Silva)

CAPA

 

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O Núcleo de Pesquisa Marques da Costa está organizando, junto a outros coletivos, um Seminário Internacional sobre os 150 anos da Associação Internacional dos Trabalhadores. Segue abaixo a apresentação do evento e a programação:

Realizaremos o Seminário Internacional “150 anos da Associação Internacional dos trabalhadores”, não apenas pela conveniência da data, bem como, ou ainda mais, por entendemos a oportunidade de debater as tradições revolucionárias dento da Internacional e suas contribuições para a conformação da classe trabalhadora no século XIX. A Internacional foi palco, entre os anos de 1864 e 1876, de memoráveis debates dos quais resultaram parte importante das formas organizativas utilizadas até os dias de hoje no movimento sindical e popular. Foi ainda em seu interior que apareceram com maior nitidez as propostas ideológicas do comunismo e do anarquismo, bem como seus postulados e suas divergências táticas e estratégicas.

Dentro das discussões sobre movimento operário, anarquismo e comunismo é inevitável incluir e destacar os 150 anos de fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores – AIT -, ou Primeira Internacional. Devemos levar em conta que a AIT exerceu forte influência no Brasil e, ainda hoje, possui importância no que diz respeito às questões políticas e de organização do movimento operário e sindical brasileiro.

No momento histórico em que vivemos, a crise econômica que atinge vários países europeus tem tido reflexos importantes na política, em especial na mobilização de grandes massas populares. A intensificação dessas manifestações populares, inclusive no Brasil, levaram (e levam) às ruas milhares de pessoas, em sua maioria jovens, que levantam inúmeras reivindicações econômicas, políticas, sociais e éticas.

Com estas considerações e abordagens consideramos necessário e importante o reconhecimento da AIT em seus 150 anos de história sob a luz dos eventos que vêm ocorrendo nas últimas décadas ao redor do planeta.

O seminário propõe-se a:

  • Discutir a importância de organizações sindicais e políticas não só para a classe operária como para demais classes, camadas e setores da sociedade.
  • Discutir o papel atual das ideologias que serviram de base às diversas perspectivas políticas do movimento operário, em especial a anarquista e a comunista.
  • Debater novas formas de organização social que surgem hoje e em que (e se) se contrapõem às formas tradicionais de organização.
    Contribuir para melhor compreensão dos problemas políticos e de organização que vivemos na atualidade.
  • Promover a identificação e recuperação da dimensão histórica da AIT através da exposição sistemática de seus congressos e programa político.

Programa do evento:

23 de setembro de 2014 – A Internacional e a Educação:
Mediação:
Angela Martins (UNIRIO)
Palestrantes:
José Damiro de Moraes (UNIRIO)
Hugues Lenoir (Universidade de Paris X)

24 de setembro de 2014 – A Internacional e a História:
Mediação:
Renato Ramos (NPMC e UFRJ)
Palestrantes:
Milton Lopes (NPMC)
Frank Mintz (CNT- rue Vignoles – França)

Evento no facebook

Organização:

Instituto de Estudos Libertários (IEL)
Núcleo de Pesquisa Marques da Costa (NPMC)
Núcleo Pró-Federação Libertária de Educação – Rio de Janeiro (FLE)

Apoio:

Liga Anarquista
Cooperativa Jataí

Realização:
Extensão ECO/UFRJ

Coordenação: Alexandre Samis e João Neto