No dia 18 de março, a Comuna de Paris completaria 143 anos de existência, se não fosse o massacre perpetrado pelas forças da ordem durante a chamada “semana sangrenta”, entre 22 e 28 maio de 1871. A Comuna, que nos seus 72 dias de vigência conseguiu realizar prodígios, como a redução da jornada de trabalho, a regulamentação do trabalho feminino, a instituição da escola pública e gratuita, a extinção do horário noturno nas padarias, além da anistia para dívidas e aluguéis, foi, sem dúvida, a primeira experiência federalista de poder autoinstituído pelos trabalhadores e trabalhadoras na França.

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No dia 18 de março, a Comuna de Paris completaria 143 anos de existência, se não fosse o massacre perpetrado pelas forças da ordem durante a chamada “semana sangrenta”, entre 22 e 28 maio de 1871. A Comuna, que nos seus 72 dias de vigência conseguiu realizar prodígios, como a redução da jornada de trabalho, a regulamentação do trabalho feminino, a instituição da escola pública e gratuita, a extinção do horário noturno nas padarias, além da anistia para dívidas e aluguéis, foi, sem dúvida, a primeira experiência federalista de poder autoinstituído pelos trabalhadores e trabalhadoras na França.

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Semana sangrenta.

Dentro da Comuna as mulheres nos bairros, com destaque para Louise Michel, criaram organismos de gestão cotidiana da educação, das relações produção e da vida em comum. Demonstraram com resultados as vantagens de uma ação colaborativa e organizada, centrada na produção e autonomia na configuração política. As federações de educadores, artistas e guardas nacionais não apenas garantiram a “ordem sem coerção” tão desejada por Proudhon, como ainda, possibilitaram um propositivo diálogo entre as mais diversas atividades dentro de uma cidade que já quase atingira, naquele tempo, o seu segundo milhão em termos populacionais.

A estatura da Comuna chegou a projetar sua sombra sobre o Brasil. Ela mereceu do Senado do Império alguma atenção, a ponto de leis severas terem sido promulgadas para serem aplicadas em caso de desembarque de algum “celerado communard” em território brasileiro. Em fins do século XIX e início do seguinte, diversamente ao tratamento dado pelo governo, a Comuna ganhou foros de paradigma revolucionários nas paginas das principais publicações periódicas operárias.

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Louise Michel.

Profundamente influenciada pelas tradições mutualista e coletivista, de resto, formas históricas assumidas pelo anarquismo, esse evento continua nos dias de hoje a inspirar iniciativas diversas. Algumas das quais renovam e reinventam a própria ideologia entregando-a sempre mais vigorosa aos que se apresentam para a luta.

VIVA A COMUNA DE PARIS!!! VIVA A CLASSE TRABALHADORA!!!

Caralâmpio, 18 de Março de 2014.

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