O Emecê, informativo do Núcleo de Pesquisa Marques da Costa, de número 34 já está disponível. Este número traz um texto sobre “As Mulheres Anarquistas da Família Soares: a história de luta de uma mãe e suas quatro filhas no Rio de Janeiro da Primeira República”. Entre as mulheres da Família Soares, a mais conhecida provavelmente foi Angelina Soares. Paula, Angelina, Maria Antonia, Matilde, Pilar, presentes! Hoje e sempre! Não tá morta quem peleia!

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Saiu o emecê referente a dezembro de 2015 e com ele um texto e homenagem (ainda que tardia) a trajetória do militante Ideal Peres. Militante fundamental ao anarquismo do Rio de Janeiro e que faleceu em 1995.

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Divulgamos com atraso o trigésimo segundo número do nosso informativo (já impresso e distribuído), o EMECÊ. Esta edição conta com um texto sobre Educação, Sindicalismo Revolucionário e o Anarquismo em Niterói.

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Saiu o trigésimo primeiro número do nosso informativo, o EMECÊ. Esta edição conta com um texto sobre o Movimento Estudantil Libertário (MEL), organização que atuou no período da ditadura militar e teve militantes processados, presos e alguns destes torturados pelo regime.

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Saiu o trigésimo número do nosso informativo, o EMECÊ. Esta edição conta com um depoimento de Carlos Puig sobre a participação dos anarquistas no movimento estudantil, no período que ficou conhecido historiograficamente como abertura democrática. 30 números de resgate da memória anarquista no Rio de Janeiro e contribuindo para a formação de uma consciência histórica sobre a história do anarquismo! Que venham mais números, que venha mais emecês!

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Já está impresso e disponível na Biblioteca Social Fábio Luz o novo número do emecê, n.29. Tivemos um atraso nessa edição, referente a dezembro de 2014. Esta edição conta com um texto sobre a participação dos anarquistas cariocas no jornal Inimigo do Rei, durante a época do regime militar. O emecê assim, segue a proposta de resgatar a memória do anarquismo no Rio de Janeiro em diferentes períodos históricos.

Para baixar o emecê n.29 em .pdf clique aqui ou na imagem abaixo.

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É com grande satisfação que vejo, por meio da imprensa, o grande vôo que vai tomando o feminismo.

É verdade que a maioria das feministas hoje visam quase essencialmente a conquista do voto – e eu sou contrária ao voto por ser uma coisa inútil e até um obstáculo para a marcha do progresso. Mas, o que mais admiro e aprecio nessa luta empreendida pelas sufragistas é a sua perseverante energia, que faz com que não se detenham ante nenhum obstáculo para conseguir o que desejam.

Bem sabem elas que pacificamente nada conseguirão, e muito acertadamente empregam a ação direta.

Manifestam-se também com vigor, nestes tempos, outras tendências de feminismo além das sufragistas, que certamente virão a despertar no meio feminino um certo grau de atividade e que reverterá em favor da sua completa emancipação.

Como já disse anteriormente, senti imenso prazer ao ver esse despertar tão almejado, mas não sei a que atribuir a indiferença que reina entre as companheiras, tanto do Brasil como do estrangeiro, neste momento propício para a propagação das nossas ideias. O elemento feminino, cansado de viver escravizado, compreendeu que já é hora de conquistar seus direitos usurpados pelo ridículo orgulho masculino, e como em sua obscura existência não pode reflexionar e portanto compreender onde está a vedadeira emancipação, na sua ânsia louca de liberdade seguirá o caminho que primeiro lhe indicarem, julgando ter feito muito bem.

Vemos que se acham na brecha agora as sufragistas.

Pois bem, como não vêem outro caminho trilhado, seguirão forçosamente esse.

Acontecerá da mesma forma que com os socialistas parlamentaristas no meio operário.

Intrometeram-se tanto, conseguiram fazer acreditar nas suas promesas vãs, e temos os resultados funestos, vendo-se hoje muitos trablahadores que ainda crêem que a sua felicidade será completa quando forem governados por socialistas.

Se deixarmos que a política absorva todas as energias da mulher, mais elementos teremos de combater, e portanto mais encarniçada e difícil será a luta para conseguir a emancipação que procuramos.

Portanto, companheiras, apelo para vós, em nome do guturo da Humanidade, para que nunidas nos lancemos na luta, procurando eliminar tudo quanto obstrua o caminho que há de conduzir-nos ao futuro ditoso, que tem sido o sonho mais doce da nossa vida.

Sim, unamo-nos e não deixemos que progriada esse novo morbus que se introduziu entre nós e teremos assim evitado que amanhã sejam nossas inimigas as que hoje são nossas irmãs.

A Lanterna, 08 de Outubro de 1914, p 3.

* A linguagem do texto foi atualizada ao português atual, sem prejuízo para com seu conteúdo. 

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